O SENTIDO DA VIDA
Em um dia nublado e melancólico, Alberto sentou-se num banco de praça e portou-se como quem não está bem: olhar baixo e distante, postura encolhida, pensativo. Sentia-se desinteressado por tudo, pessimista e abatido. — Qual é o sentido da vida ? A pergunta, provavelmente , foi dirigida ao Pedro, que estava sentado no banco ao lado, distraído, tomando um sorvete na casquinha. — Hein! Está falando comigo? — Sim, Pedro! Eu quero saber qual é o sentido da vida! Pedro deu de ombros, disse apenas “sei lá!” e esperou que a conversa se encerrasse assim mesmo. Mas Alberto insistiu. — Há tempos tenho sentido um enorme vazio existencial , sabe? E não sei onde buscar respostas para as minhas dúvidas! — E resolveu buscar essas respostas... comigo? — Sim! — Cara! Eu não sou filósofo, psicólogo, nada! Não sei se consigo te ajudar! Só quero ficar tranquilo aqui, sabe? Fez-se uma pausa. Pedro continuou tomando seu sorvete e, olhando de relance, percebeu que Alberto o observava. Sentindo que a conversa ...