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O SENTIDO DA VIDA

Em um dia nublado e melancólico, Alberto sentou-se num banco de praça e portou-se como quem não está bem: olhar baixo e distante, postura encolhida, pensativo. Sentia-se desinteressado por tudo, pessimista e abatido. — Qual é o sentido da vida ? A pergunta, provavelmente , foi dirigida ao Pedro, que estava sentado no banco ao lado, distraído, tomando um sorvete na casquinha. — Hein! Está falando comigo? — Sim, Pedro! Eu quero saber qual é o sentido da vida! Pedro deu de ombros, disse apenas “sei lá!” e esperou que a conversa se encerrasse assim mesmo. Mas Alberto insistiu. — Há tempos tenho sentido um enorme vazio existencial , sabe? E não sei onde buscar respostas para as minhas dúvidas! — E resolveu buscar essas respostas... comigo? — Sim! — Cara! Eu não sou filósofo, psicólogo, nada! Não sei se consigo te ajudar! Só quero ficar tranquilo aqui, sabe? Fez-se uma pausa. Pedro continuou tomando seu sorvete e, olhando de relance, percebeu que Alberto o observava. Sentindo que a conversa ...

A VISITA DE JESUS

Jeremias estava se sentindo muito “espiritual” naquele dia. Cantarolou musiquinhas de louvor e adoração durante toda a manhã e, em seus pensamentos, refletiu sobre tudo o que conhecia da Bíblia Sagrada. Então, decidiu ajoelhar-se diante de um sofá e fez esta oração, com sinceridade: — Jesus! Meu Senhor e meu Deus! Eu te louvo por tudo o que tens feito em minha vida! Pelas incontáveis bênçãos, pelo Seu amor! Muito obrigado! Fez-se uma pausa estratégica para um pedido especial: — Desejo ver-Te, meu Senhor! Apresente-Se a mim para que eu possa honrá-Lo e agradecer-Te, pessoalmente! Abriu os olhos e observou ao redor. Nada! Fechou novamente seus olhos e pensou: “eu realmente gostaria de vê-Lo, Jesus!” Mas, de olhos entreabertos, nada viu. Pensou que, talvez, devesse fazer o pedido em alta voz, pois – quem sabe? – Jesus estivesse um pouco longe dali. Então, disse aos brados: — Jesus! Eu desejo vê-Lo! Foi quando ELE surgiu! Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, estava ali, diante de Jeremias. ...

A FOFOCA DO JOÃO

João estava esbaforido. Tinha acabado de saber de um acontecimento constrangedor envolvendo um irmão de sua igreja e mal conseguia conter a empolgação. Queria espalhar a fofoca para o primeiro conhecido que encontrasse e calhou de ser o Mateus, que vinha logo ali, andando calmamente pela calçada. João, erguendo as mãos para o alto para chamar-lhe a atenção, logo o saudou: — Mateus, meu irmão! Como vai? — Na santa paz do Senhor, meu irmão! E você? — Também! Ficou sabendo do seu Epaminondas, lá da igreja? — Não estou sabendo de nada, não! — Pois, se eu te contar uma coisa, promete não espalhar? — Se prometo? Hum... não! — Hein?! — Por que não deveria espalhar? Se vai me contar de algo da vida de um irmão, só pode ser coisa boa, né? Então, merece ser divulgado! — Não é bem assim! — Seria, então, uma fofoca sobre o seu Epaminondas? — Exato! Digo, falar que é “fofoca” é meio esquisito, né? Parece coisa errada e tal! — Mas é o que, então? — Hum... uma fofoca! – responde João, esboçando um s...